MensagemFernando Manuel Rodrigues Gouveia
Como Presidente do Conselho de Administração da MRG quero, em primeiro lugar, aproveitar para cumprimentar todos aqueles que nos visitam através deste meio de comunicação.
Deparamo-nos, actualmente, com boas oportunidades, um pouco por todo o mundo, mas igualmente com inúmeras dúvidas, na sua maior parte associadas à instabilidade e com origem em múltiplos factores – potenciadores de grandes perturbações. A globalização transporta-nos para novos desafios, aproximando povos e culturas, permitindo um crescimento exponencial do conhecimento, interligando economias, promovendo o aparecimento de novas oportunidades.
Hoje, a noção de tempo está alterada pela digitalização, os ciclos económicos – quer os positivos, quer os negativos – foram reduzidos, evidenciou-se e promoveu-se a necessidade imperiosa de uma consciência ambiental. Portugal vai continuar a ter muita banca e pouca economia, muitos projectos e pouca execução, muito Estado e pouco serviço público, muitos recursos e pouco critério na sua distribuição, muito desperdício e pouca racionalização.
Assim, a competitividade das economias em geral e, muito em particular, da economia portuguesa, estará directamente relacionada com a qualidade dos projectos empresariais, com a qualidade da gestão e com a capacidade de concretização das estratégias delineadas. Os fundos para a concretização de bons projectos existem e estão disponíveis. Falta-nos, muitas vezes, a capacidade de inovar, de agir, de dar “o passo em frente”, de criar, de empreender. Na Manuel Rodrigues Gouveia, SA (MRG), procurámos, ao longo do exercício de 2007, transformar os constrangimentos em oportunidades. Estivemos particularmente atentos aos novos mercados, aos novos segmentos e às novas metodologias de abordagem.
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A MRG afirmou-se como uma empresa portadora de soluções, sendo de destacar as parcerias público-privadas, cuja contratualização se iniciou em 2007, as quais, para além de contribuírem já de forma significativa para o volume de negócios, deixam antever, pelo reforço de novas e importantes parcerias para 2008, uma actividade intensa e importante neste segmento. Iniciámos, também em 2007, alguns projectos que, em parceria com entidades privadas, vão permitir que a MRG esteja em áreas e em sectores que, pela sua natureza e pelo seu carácter inovador, constituem um importante factor de desenvolvimento local e regional – não posso deixar de referir a presença da MRG, com uma participação relevante, naquela que será, estou certo, uma das mais relevantes unidades privadas de saúde na cidade de Coimbra: o futuro Centro de Diagnóstico Integrado. Demos, igualmente, consistência e coerência ao nosso projecto internacional, reforçando os meios materiais e humanos no nosso escritório na Argélia, havendo boas perspectivas para o desenvolvimento da nossa actividade nos mercados argelino e marroquino. Internamente, continuámos a optimizar os métodos e os processos de suporte à nossa Organização e aos nossos Departamentos, procurando que, entre todos, haja uma eficaz e eficiente interacção e que, globalmente, a MRG possa implementar a sua estratégia, cumprindo os seus objectivos, dando a todos e a cada um dos seus Colaboradores os meios necessários para a prossecução das suas tarefas, aplicando um conceito que denominámos de autonomia responsável.
Promovemos – e pretendemos continuar nos próximos anos – um conjunto de iniciativas que, decorrendo no Auditório da MRG, em Coimbra, permitiram a análise e discussão de importantes temas da actualidade. Pretendemos, com este Ciclo que iniciámos, abrir a empresa ao exterior, à sociedade envolvente e, em simultâneo, transmitir o nosso propósito para os anos vindouros: Sustentabilidade Empresarial com Responsabilidade Social.
O conceito de Responsabilidade Social está firmado, enquanto integração voluntária de preocupações sociais e ambientais por parte das empresas nas suas operações e na sua interacção com outras partes interessadas. Aceita-se que a principal função da empresa é criar valor através da produção de bens e/ou da prestação de serviços, gerando lucros, emprego e bem-estar social. Reconhece-se, porém, que a emergência de novas pressões sociais e de mercado estão a conduzir progressivamente a alterações dos valores e dos horizontes da actividade empresarial. Neste sentido, a Responsabilidade Social não é um acréscimo às actividades nucleares da empresa, mas sim à forma como esta é gerida no contexto da globalização.
Agradeço a todos aqueles que, mais uma vez, permitem que a MRG possa encarar o futuro com uma atitude redobrada para fazer melhor e fazer diferente:
- Aos Accionistas que, promovendo a adopção de boas-práticas e dando consistência ao Balanço da empresa, reafirmam, todos os dias, o seu vínculo e compromisso para com este Projecto Empresarial;
- Aos Colaboradores que, com criatividade e inovação, atestam a importância que o Factor Humano tem na afirmação da MRG como empresa moderna e profissional;
- Aos Clientes que, depositando em nós a sua confiança, são um importante estímulo para cumprirmos e, se possível, ultrapassarmos as suas expectativas;
- Aos Fornecedores, com quem gostamos de estabelecer e alimentar relações comerciais reciprocamente vantajosas;
- Aos nossos Parceiros de Negócio que, partilhando objectivos e formas de actuação, promovem, com a MRG, novas ideias e novas soluções.
Mais do que nunca, a capacidade de interpretar a História, detectando oportunidades e antecipando tendências, com disposição para gerir e correr riscos, assentes em critérios racionais, irá dar origem a um número crescente e estimulante de oportunidades criadoras de valor – fica o compromisso que a MRG estará atenta a todos estes factos e a todas estas circunstâncias, ajudando, todos os dias, a construir o futuro!
O Presidente do Conselho de Administração da MRG
Fernando Manuel Rodrigues Gouveia

